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Arquivo da Categoria ‘web 2.0’

Recomendações na web colaborativa

terça-feira, 30 de março de 2010

Quando você coloca um link no seu blog para um site ou blog de um amigo, talvez você não saiba, mas está fazendo uma recomendação. Mecanismos de busca encaram este link como um “voto” pela relevância do conteúdo do blog do seu amigo. Afinal, se o tal blog tem vários links apontando para ele, deve ter um conteúdo interessante, assim “pensa” o mecanismo de busca.

O mesmo ocorre quando você lê uma notícia na web e é chamado a dar uma nota de zero a dez, ou “dizer” se gostou ou não. Os sites usam este recurso para avaliar seu próprio conteúdo, principalmente quando este é postado pelo público. Consegue assim, colocar seu conteúdo numa escala de relevância e oferecer apenas os itens mais interessantes.

As recomendações são um recurso muito popular nos sites web 2.0 e têm alguns propósitos. Primeiro, o de fazer emergir a sabedoria das multidões de James Surowiecki ou a inteligência coletiva de Pierre Lévy. Isto é, fazer vir à tona um conhecimento que está pulverizado na multidão.

Se cada um der o seu voto, o site saberá a importância que o tal artigo, vídeo ou post tem para esta mesma multidão.

Organizando conteúdo gerado pelos usuários

Em segundo lugar, vamos nos colocar no lugar de quem tem a tarefa de organizar um conteúdo gerado pelos usuários.

Como saber se os posts dos últimos 10 minutos são relevantes? Teríamos que contratar dezenas (ou centenas, milhares) de pessoas para ler os posts, assistir aos vídeos e classificar estes conteúdos. Bem, se o público pode dar a sua opinião, por que não contar com ele para a tarefa? Quando você dá a sua opinião em relação a um conteúdo está, queira ou não, “trabalhando” para os editores do site. Está ajudando o site a públicar um conteúdo melhor e mais popular. Está ajudando a comunidade que publica ali. Em última análise, está ajudando a si mesmo, já que também é leitor do mesmo site.

Onde está o problema então?

Quem tem medo das recomendações?

Recomendações são usadas em um sem-número de sites, incluindo o seu buscador preferido. Através delas jornais online organizam a prioridade de suas notícias: as mais votadas ganham as ?primeiras páginas?… as menos ficam, talvez para sempre, no miolo recôndito de um site com milhares de outras notícias.

A respeito das possíveis conseqüências do uso dessas recomendações, gostaria de fazer duas observações.

A primeira é a de que este procedimento pode estabelecer, dependendo do modo como é implementado, um sistema de retro-alimentação. Se uma notícia ganha a primeira página, ela será vista mais vezes e, conseqüentemente, terá mais chances de ser bem votada e continuar na primeira página.

O oposto se dá com as notícias que caem no “miolo” do site: menos visibilidade, menos votos… quando percebem, encarnam Edmond Dantès no Castelo de If: calabouço eterno. As notícias mais populares, nesse contexto, se comportam como ditadores sulamericanos que teimam em não abandonar o poder. Só que, nesse caso, curiosamente, através do voto…

Essa tendência, penso, não é das melhores coisas que podem acontecer a um site divulgador de notícias.

A segunda observação é que o uso de recomendações pode se dar em função de vários motivos. Os sites, como se sabe, têm donos. Acredito, sinceramente, que a motivação que fez alguns deles optarem por mecanismos de recomendações seja das mais nobres: oferecer uma maior liberdade aos usuários, dar voz à massa de usuários anteriormente muda, ou uma vontade legítima de estar em sintonia com o espírito de seu tempo. Este espírito existe, e estou consciente disso.

Mas há uma outra hipótese. E ela indica a possibilidade de que esta classificação por meio de recomendações esteja lá simplesmente a serviço da audiência. Afinal, se um site, em virtude de sua natureza interativa, consegue apurar junto ao seu público o que ele quer ver, ler ou ouvir… por que não colocar este conteúdo à sua disposição? Dar ao povo o que o povo quer… Este é o sonho de quase todo diretor de programação de canal televisivo: disponibilizar para o público o que ele quer, uma espécie de ibope instantâneo e infalível. O resultado disso: audiência, ou seja, mais receita, anunciantes, links patrocinados, etc.

Não tenho absolutamente nada contra os modelos de negócios desses sites: eles têm que sobreviver, e fazem muito malabarismo oferecendo muito em troca de quase nada. Mas é fundamental perceber que oferecer-ao-usuário-o-que-ele-quer pode ser uma estratégia que nada tem de altruísta ou desinteressada. Pois junto com a audiência, algumas vezes, vai também o predomínio de um conteúdo superficial, vazio, repetitivo. Exatamente como acontece com a TV. Por que será que (quase) todos os programas vespertinos de TV do domingo são o que são? Eles dão ao público o que ele quer… Por que os vídeos mais vistos do YouTube são o do gatinho engraçado e o do ator que comete uma gafe? Enfim, a banalização do conteúdo é sempre um risco. O problema é que os mecanismos de recomendação às vezes podem favorecê-los e criar um círculo vicioso de conteúdo superficial e banal.

Quero aproveitar para dizer que sou um entusiasta da web 2.0, da folksonomia, e dos sites que usam recomendações como índice de organização de seu conteúdo. Acho ótimo que tenhamos ferramentas que permitem dar voz aos usuários e deixar emergir padrões de informação dentro dos sistemas que as abrigam.

Ao mesmo tempo, isso não quer dizer que eu ache que esses mecanismos funcionem sempre.

Google Chrome OS

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ontem, dia 7 de julho, o Google anunciou o lançamento do Google Chrome OS, um sistema operacional feito para facilitar o uso de aplicativos online através do navegador Chrome, já lançado pelo Google anteriormente. Esta perspectiva de um sistema operacional mínimo, extremamente rápido e que viabiliza o uso da rede como plataforma de software é o sonho de vários visionários. Tim O’Reilly, em seu famoso artigo “What is web 2.0″, de 2005, já anunciava a necessidade de usarmos a web como plataforma.

As principais características do novo OS do Google são:

  • O sistema é de código aberto (Open Source) e o Google já chamou a enorme comunidade de programadores voluntários para participar do projeto
  • Leveza e rapidez (boot deve demorar poucos segundos)
  • Extrema facilidade de uso
  • Focado, inicialmente, em netbooks (notebooks com pouca capacidade de processamento, feitos para se utilizarem de aplicativos na rede)
  • Distribuição prevista para o segundo semestre de 2010.

A iniciativa do Google pode mudar a cara da computação no mundo, principalmente no que diz respeito à característica Open Source do projeto. Uma arquitetura aberta, acessível (tanto em termo de usabilidade quanto de preço do consumidor) e sempre em desenvolvimento é amplamente desejada pela comunidade como um todo.

A grande barreira que há quanto à adoção de OSs Linux é a sua relativa falta de acessibilidade ao público leigo e a falta de softwares compatíveis em vários nichos. Se a plataforma migra para a rede, estas dificuldades passam a ser secundárias e há o real risco do novo OS do Google se tornar bastante popular.

Não há, ao que se sabe, nenhuma iniciativa de outros fabricantes de sistemas operacionais (Microsoft, Apple) em desenvolver um sistema voltado para aplicativos na rede, fora a iniciativa da MS com seu Office Live (pacote de aplicativos Office que rodam na rede).

Resta saber a reação destas duas gigantes com o lançamento de um OS concorrente do Google. Só para levantar um assunto atual: será que o Windows 7 terá sua política de distribuição e preços modificada? Será que o Google é a nova Microsoft, desta vez, baseada na rede?

De nossa parte, damos as boas vindas a mais uma iniciativa de código aberto do Google, que tem o potencial de modificar o jeito como usamos a rede em nosso dia-a-dia. É nossa opinião que algo tão importante como o sistema operacional não deve ser de código fechado… enfim, esperemos pelo melhor.

GetDropBox

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Divido meu tempo entre atender meus clientes, trabalhar no escritório e minhas atividades na universidade. Para conseguir editar algum arquivo de trabalho, faço constantes backups em meu HD externo mas penso ter esbarrado com uma solução de backup na rede que pode mudar meus hábitos de backup. É a GetDropBox, um serviço que replica seu drive online numa pasta em seu sistema operacional. Toda vez que você coloca, retira ou edita algum arquivo desta pasta, o programa replica a mudança no serviço web, sincronizando automaticamente os arquivos. É um serviço gratuito que achei que merecia ser divulgado.Além do mencionado, o GetDropBox também tem recursos de compartilhamento de arquivos, como um autêntico site web 2.0, que incentiva a colaboração online.

Acesse o link acima e veja o video de demonstração.

Extensões do Firefox

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O recurso de extensões no Firefox amplia a capacidade do navegador em várias direções. Existem extensões específicas para nichos de usuários, e outras genéricas. Algumas focam na possibilidade de cobrir áreas onde os desenvolvedores não colocaram atenção ou em estender os recursos nativos.

Eu uso cerca de dez extensões (também chamadas de complementos) do Firefox. A seguir, vou comentar algumas delas.

Foxmarks: divido meu tempo entre a universidade e meu escritório. Uso esta extensão, que permite uma sincronização automática entre browser e lista de bookmarks. Os seus bookmarks (marcadores) ficam guardados num site na web e são carregados no browser a cada vez que você usa um Firefox com Foxmarks instalado.

SpeedDial: carrega nas suas novas abas uma lista dos bookmarks mais usados. Imperdível.

Del.icio.us: integra o browser com o serviço insubtituível do Del.icio.us, fazendo o processo de tagging mais fácil.

Web developer: extensão obrigatória para os desenvolvedores web, principalmente os que lidam diariamente com tags CSS. É instalar para ver as várias opções de debug.

Colozilla: Implementa um capturador de cor (em RGB e Hexa), essencial para desenvolvedores que trabalham com CSS.

Google Toolbar: barra de utilidades do Google, com várias opções de procura, além de acesso rápido a outras facilidades.

Gmail Manager : depois de feito o cadastro, te avisa quando você tem uma nova mensagem do Gmail.

Greasemonkey: este é um caso interessante; trata-se de uma espécie de meta-extensão. O Greasemonkey faz com que páginas específicas possam ser customizadas de várias formas. Por exemplo, você pode ter várias modificações no Gmail, ou o Del.icio.us pode vir com uma interface verde… Ou o site da Amazon pode apresentar os preços dos produtos já em reais. Enfim, as possibildiades são muitas. Depois de instalar o Greasemonkey, procure por scripts em Userscripts.

IE View: permite que você, por um motivo ou por outro, consiga ver a página corrente no IE…

É isso!

Esnips

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Um novo site web 2.0, o eSnips se propõe a ser o seu disco virtual na web, com duas vantagens sobre o que há por aí:

1) você pode tanto guardar coisas pessoais quanto arquivos para disponibilizar (usando tags)

2) o espaço de armazenagem é gigante: um giga

Já transportei os arquivos do podcast pra lá, pra livrar disco e banda do meu servidor web. Pelo jeito parece muito bom… Quem se animar, vá em http://www.esnips.com e boa sorte.

web 2.0, versão carochinha, parte 2

domingo, 29 de janeiro de 2006

Parte 2: software livre e ideologia

Era uma vez, existiam poucos redatores para a web, e muitos leitores. É fácil perceber que, ao concentrar a fonte do conteúdo, concentra-se também poder: o poder de publicar, o poder sobre a informação. Mas para publicar algo na web há algum tempo, você tinha que ter um domínio na web, tinha que conhecer HTML ou poder contratar um web designer…

Com o surgimento do CSS e do CMS , como foi mencionado anteriormente, as coisas mudam. Com o conteúdo separado da forma de uma página, a publicação fica muito mais fácil. Passam a existir serviços gratuitos de blogs, onde qualquer um pode publicar o que quiser. Mesmo funcionários de emrpesas de vez em quando publicam informação interna, valendo-se de seu anonimato, e tornando este tipo de notícias muito mais interessante. (mais…)

Web 2.0, versão carochinha, parte 1

domingo, 22 de janeiro de 2006

Parte 1: design e conteúdo

Era uma vez, existiam poucos redatores para a web, e muitos leitores. Como resultado, os leitores iam diretamente a um certo site para saber sobre um certo assunto… Iam á Folha de São Paulo para ler notícias, iam ao Webmonkey para saber sobre deisng web, iam á UOL para saber da programação dos cinemas…

No design web, as páginas eram feitas de HTML puro, seu layout com tabelas, a formatação com tags <font>… Conteúdo e forma eram tratados do mesmo modo, um após o outro…

Duas demandas, no entanto, estavam latentes e pulsando. De um lado, o público queria poder publicar conteúdo na web, nem que fosse só para botar no ar a foto do recém-nascido para os parentes distantes verem… escrever um conto, ou mesmo publicar um artigo. Do outro lado, desenvolvedores tinham que gerenciar grandes quantidades de conteúdo, e fazer com que este conteúdo, criado por redatores diferentes, fosse publicado na web mantendo um mínimo de coerência de formatação. Eles precisavam de algo que assegurasse essa agilidade e a manutenção do formato gráfico. Eram problemas humanos, do cotidiano de quem botava parte de sua vida na web… (mais…)


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